Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor!
Em meio a gritos de júbilo, Jesus entra, triunfalmente, em Jerusalém! Com ramos de oliveira, o povo aclama o Rei! Este mesmo povo que o entregará à dolorosa paixão, que apontará o mestre à gloriosa cruz!
No Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa, somos levados a reviver esta cena... a dura realidade que São João expressa no seguinte versículo “Ele veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (1:11). Assim, somos levados a refletir, em nossos dias atuais, nas vezes em que acolhemos Jesus nas Igrejas, nos tabernáculos, na Sagrada Eucarística, mas, no mesmo instante, ferimos o mesmo Jesus, que existe no nosso irmão, que é a imagem viva do Cristo! Aclamamos ao Senhor com louvores e palavras, gestos e orações, mas o crucificamos no desprezo, no ódio, na inveja, na falta de amor, falta de caridade para com o Cristo vivo em nossos semelhantes!
Assim, o Domingo de Ramos leva-nos a uma profunda reflexão sobre o tanto que somos fracos, inconstantes e vulneráveis diante dos acontecimentos sociais, das influências da mídia, das pressões familiares... que, por vezes, levam-nos a crucificar aqueles a quem declaramos amor!
E, nas palavras de Dom Murilo Krieger, “Um rei pede passagem em sua vida, leitor. A experiência de Jerusalém nos ensina, contudo, que não basta aclamá-lo alegre e festivamente num Domingo de Ramos...”
Leitura bíblica (Fl 2,6 – 11)
“Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.”.